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 Episódio 01 | O Poder de um General

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Darthix
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MensagemAssunto: Episódio 01 | O Poder de um General   Sex 19 Jan 2018, 23:37


Abertura




Gotas de chuva num vasto chão azul. Por três dias e duas noites, essa foi a única paisagem que o trio de soldados da revolução vislumbrou. Cruzavam o grande mar que dividia o País da Água e o País do Fogo, enfrentando chuva, neblina e todas as demais adversidades de trafegar a pé no meio das terríveis ondas e tribulações do oceano. Vestidos como verdadeiras sombras, moviam-se como uma só unidade rumo a Floresta de Nishiwa, no sudeste, beirando as margens do país vizinho. Naquela última noite, quando finalmente abordariam o inimigo, os céus encobriam-se em grossas nuvens escuras que descarregavam rasgos azulados e rosnavam com o som de trovões. Wanizame se encontrava na dianteira - seus traços únicos o permitiam viajar com maior facilidade que seus companheiro - e foi o primeiro a vislumbrar as areias brancas da costa unirem-se ao azul escuro das águas. Para além da praia, copas densas de árvores colossais formavam um robusto teto que encobria a floresta, sustentadas por troncos acinzentados e de espessura anormalmente grossa. Como se a tempestade temesse cruzar a mata, o céu se abria logo após o início dessa vegetação, revelando estrelas e uma enorme lua cheia. A caravana a qual deveriam atacar estava em algum ponto a trinta quilômetros dali, segundo dizia o cronograma e o mapa. Quando partiram nessa missão, devido a natureza extremamente sigilosa - e criminosa - que a circundava, não receberam mais que um pergaminho auto-destrutivo que explicava informações básicas. Sequer carregavam suas bandanas, pois enquanto trajavam o manto da revolução eram, para todos os efeitos, despatriados.

Em meio ao trio, um homem ganhava destaque pela aparência de seu rosto. Ainda que tivesse os traços mais comuns de todos ali, ele contava com bandagens brancas cobrindo praticamente toda a sua face, indo do pescoço até o seu nariz. Nem mesmo a testa era visível, sendo oculta por uma bandana preta. Com somente a região dos olhos à mostra, era difícil dizer que tipo de homem era. Alguns instantes depois, no entanto, revelaria ser muito diferente do que a maioria espera. Seu codinome era Kohrimakura — ele possuía altura mediana, trajava calças cinzas e um colete preto. Seus olhos, tal como o sobretudo que carregava por cima destes vestes, eram azuis claros, como se buscassem combinar com o seu país. Conforme a caminhada, tratou de falar com seus companheiros, no mesmo momento em que avistou a praia:  — Aaaah queria ser como o Genj-... como o Wanizame-san! Deve ser ótimo nadar de maneira tão fácil e prática! Hahahahaha! — Eis que ficou perplexo por alguns segundos, como se tivesse lembrado de algo. — Ei, Nekomata-san, você não devia estar correndo com quatro patas? Isso me faz ver que sou o único normal aqui, hahaha! — Em ironia ao dito, Kohrimaru revelava uma risada constante e meio exagerada, como se tivesse algo de errado com a sua personalidade. Conforme aproximavam-se da floresta, ele pegou uma máscara dos pertences e imediatamente a colocou no rosto. — Legal essa máscara, né?! Acho que tá na hora de usar ela! — Apesar de suas palavras, fazia parte do regulamento da missão ter posto essas máscaras mais cedo.

— Odeio água... Odeio mar... odeio essas nuvens... Que diabos viemos fazer aqui? — A pergunta era retórica e foi feita meramente como mais um desabafo tedioso de Mikazuki, o Nekomata, alcunho que assumiu quando integrou as forças da Revolução. Naquele momento, assim como seus dois aliados, vestia por cima de toda a indumentária um manto negro, com capuz, e usando sobre o rosto uma máscara branca que lhe cobria toda a feição, mas que guardava uma aparência ligada ao seu codinome: desenhos azuis que lembram pequenas chamas, espalhadas ao redor das extremidades da máscara, e uma feição felina no desenho, com os orifícios dos olhos bem estreitos e marcas de entalhe que lembravam bigodes de gato. Se pudessem ver sobre sua imagem oculta, notarial um jovem rapaz, de 20 anos, com um cabelo curto em loiro bem claro, quase grisalho. Olhos castanhos, também em tom muito claro, com estranhas e desconhecida marcas sob a pálpebra inferior. Normalmente, deixava o peitoral nu, mas não para exibir seu corpo esquio e magro demais para um ninja. Sob seu pescoço, que possuía bandanas em volta, no início do tórax, três quatro marcas negras no formato de esferas, que poucos saberiam discernir se tratar de um fuuinjutsu de alto nível que sela uma besta de cauda em seu corpo.   — Essa máscara é horrível... Uma merda respirar com esse troço no rosto... E não aguento este calor, com esse maldito manto preto... Hum? —  Mikazuki estava tão compenetrado em suas reclamações que somente depois notou as palavras sem sentido de Kaito  — Quatro-patas? O único animal de fato aqui é esse cara-de-peixe. Tenho que admitir que ele realmente nada rápido... Bem, pra ser feio desse jeito, tem que ter alguma vantagem.

Nem acreditava que havia chegado em terra firme, mesmo que a água fosse como um habitat natural para o Hoshigaki, passar tanto tempo nadando fazia com que os shinobis revolucionários parecessem estar andando em círculos e avançavam pouco. Aproveitou o pouco tempo de vantagem que tinha em relação aos seus companheiros e contemplou o mar uma última vez antes de deixar o local e partir para o cumprimento de sua delicada missão. Assim que Kohrimakura e Nekomata chegaram, Genjiro, ou Wanizame, para esta missão, tratou de pôr sua máscara e trajar o capuz, queria se sentir escondido por completo. — Tome cuidado com essa língua, Kohrimakura. — Lançou-lhe um de seus típicos olhares ameaçadores, mesmo que por trás da máscara e, então, começou a seguir rumo ao seu destino junto de seus companheiros, ao andar lado a lado com eles, o Hoshigaki aparentava ser um pouco maior que os outros dois. — Aliás, nadar desse jeito continua sendo pior do que respirar debaixo d'água, isso sim é praticidade. Quando morrer eu farei questão de te jogar no oceano, vai ver como é bom. — Então dirigia a palavra ao jinchuuriki. — E você pare de reclamar, já ouviu a expressão "dormir com os peixes"? Se não ouviu, é bom tomar cuidado com a maneira que você fala comigo ou vai conhecê-la, Gato de Botas. — Então, o shinobi voltava a seguir o caminho juntamente de seus dois companheiros, queria matar pessoalmente o alvo, quase sonhando acordado.

Os shinobis rapidamente saltaram sobre a areia e, como vultos, desapareceram pela floresta. Nekomata assumiu a cabeça da formação, sendo o mais hábil em localizar a presa. Pelo chão, o Jinchuuriki seguiu a passos curtos e cuidadosos, analisando a folhagem rasteira, a lama, os troncos e as raras flores que haviam naquele habitat. Quando formou uma ideia geral sobre para qual direção a caravana seguia, foi fácil continuar na trilha até alcançarem o alvo. Ao longe, o som de madeira contra cascalho ecoava em contraste com o uivo agudo do vento - destacado disso tudo, o barulho da marcha dos soldados indicava que haviam numerosos homens acompanhando aquele grupo. Os três shinobis seguiram pelo chão, acompanhando o movimento de uma distância seguida, até finalmente vislumbrarem seus inimigos; um total de quinze homens vestindo a armadura do império acompanhava, em formação, um homem carregado por quatro escravos sobre uma plataforma de madeira. Ele trajava roupas finas, com cetim e bordados de ouro, e um chapéu pontudo e avermelhado que trazia inscrições em kanji ao longo do cone estranho que formava. Foi fácil reconhecer sobre quem se tratava - Fujimura Katö, o quinto dos cinco embaixadores responsáveis por representar o Imperador em terras estrangeiras. Era conhecido por ser especialmente rude e odiado pela população. Por mais estranho que aquilo fosse, não parecia haver um único shinobi presente ali.

Nekomata estreitou os olhos e observou de forma minuciosa. Havia algo de errado. A sombra de um dos soldados ao lado do embaixador tremulava a cada três segundos conforme o grupo caminhava pela floresta — era como se, de tempos em tempos, ela oscilasse, deixando de existir por um período quase imperceptível. Seria plausível se isso se desse pela iluminação da Lua tornar-se inconstante ao longo das folhas, mas nenhuma das outras sombras se comportava daquela forma.

— Tsc... Tem algo errado. Aquela sombra não está se comportando como uma "sombra de verdade". —  Provavelmente Kohrimakura e Wanizame estranhariam uma afirmação do tipo, pois pouco sentido havia. Contudo, o Nekomata era, entre os três, o que possuía os melhores olhos e ouvidos, e dificilmente errava em analisar situações do tipo.  — Também é estranho não haver um ninja sequer ali... E infelizmente minha capacidade como sensor não permite avaliar os chakras daqueles lixos. Enfim. Pelo comportamento estranho daquela sombra, que parece tremular a cada 3 ou 4 segundos, arrisco que pelo menos tem um ninja escondido dentre os guardas. E então, o que sugerem fazer? — foi o curto relatório do Jinchuuriki. Havia a necessidade de uma decisão rápida ser tomada, e por isso só falou o essencial.

Se não fosse pela máscara, todos veriam a feição de surpresa de Kohrimakura. — Alguém escondido?! Hahahaha, vamos ter problemas! — Colocando a mão em seu queixo, como se estivesse pensando sobre a situação - ainda que não fosse este o caso - voltou os seus olhares para Wanizame. — E então, Wanizame-san, o que sugere? Já eeeu acho... Que devíamos atacar, ué. Vai ser divertido nos surpreendermos na hora!!! Adoro surpresas!

Assim que Nekomata se manifestava a respeito da sombra, Wanizame começava a observá-la com mais atenção e, por mais que aquilo estivesse diante de seus olhos, era difícil de acreditar no que acontecia. — Eu riria do seu "diagnóstico" e te chamaria de maluco se você não tivesse esse dom. — Observava os guardas e tentava procurar por algum indício visual que identificasse algum ninja no meio deles. — Um ninja invisível, seja lá como isso possa ser possível ou o guarda é um ninja disfarçado? Seja lá como for, também acho que deva ter algum shinobi no meio. — Ao ouvir Kohrimakura dirigir-lhe a palavra, lhe lançava um sorriso de canto de boca, mesmo que oculto pela máscara, pois ele proferira as palavras que mais adorava ouvir. — Gosto da sua sugestão, Kohrimakura-san, eles não vão ter nem tempo de nos surpreender. Divertido vai ser quando eu vir todos eles estirados na minha frente, heheheh!

Kohrimakura começou a gargalhar com a resposta de Wanizame. — Isso, isso! — Virando-se na direção em que a caravana estava, imediatamente adentrou uma postura de combate, ainda que a distância não fosse tão pequena. Começando a realizar uma grande quantidade de selos — ainda que somente com uma mão - não demorou para anunciar: — Hyouton: Hatsugohri (Liberação de Gelo: Primeiro Gelo do Inverno)! — A umidade no ar começou a se juntar, formando alguns fragmentos de gelo, ganhando proporções absurdas. Aos poucos, estava finalmente ganhando forma, assemelhando-se a um dragão albino, feito de nada além do próprio gelo. Como num jato, foi em disparo na direção da caravana, congelando tudo por onde passava, deixando um rastro gélido pelo caminho. Kohrimakura planejava que fosse o suficiente para acertar grande parte dos presentes em volta daquela caravana, tendo como foco o próprio embaixador. — O bom de missões de assassinato é que não precisamos nos segurar! Hahahaha!

Mexia o pescoço até poder ouvir um estalo, finalmente podia sentir a excitação de lutar depois de tanto tempo ouvindo as besteiras de Nekomata. — Vamos lá, não vai ter outro jeito. Vamos atacá-los e acabar de uma vez com o maior número de guardas que conseguirmos. — Rapidamente o Hoshigaki começava a realizar alguns selos de mão. — Suiton: Bakusui Shoha! — Então, Wanizame disparava uma quantidade assustadora de água de sua boca, formando uma onda que arrasaria todos os guardas de uma vez e, com sorte, os shinobi que os acompanhavam também pereceriam com sua técnica. Genjiro apenas esperava que não matasse Katö, pois seria prazeroso torturá-lo até ouvi-lo implorando para que parasse.

Mikazuki levou a mão direita à mascara enquanto balançava a cabeça negativamente. Sempre era daquele jeito, mas mesmo após quase 5 anos ainda não havia se acostumado. Não adiantava analisar toda a situação antes: Genjiro e Kaito iriam atacar com tudo o que tinham, e era isso. — Argh! Realmente não adianta... Tenho que começar a desenvolver minha capacidade de criar planos, ou então vamos morrer qualquer dia desses por causa de vocês dois! — e assim, sem remédio, sacou um guarda-chuva que trazia escondido sob o manto. Abriu-o e o girou. Na rotação, chamas em cor azul surgiram e então foram disparadas em direção ao embaixador, como duas labaredas distintas visando um único alvo. — Aoi Katon: Hisen! (Katon Azul: Raio de Fogo!)

Após terminar seus selos, as gotículas de água existentes no ar se condensaram ao redor de Wanizame - primeiro, apenas algumas, mas que logo se tornaram uma verdadeira cachoeira. Toda essa torrente subiu para a copa das árvores no formato de um gigantesco vórtice que, em seguida, despencou feito uma tsunami em direção aos inimigos. A quantidade absurda de água sucedeu um enorme dragão de gelo que mirou o centro, em um ângulo que também atingisse toda a fileira onde o shinobi de sombra estranha estava localizado. No meio da mistura de elementos, os raios de fogo azulado completaram o quadro, transformando aquele trecho da floresta em um verdadeiro caos de elementos da natureza. Os ataques devastaram a fileira de soldados, a figura do embaixador e, quando estavam para atingir o estranho de sombra anormal, uma voz rouca e grave ecoou pela floresta: - Doton: Doryūheki! - Três camadas de pedra saltaram do chão como se formassem escadas no meio do terreno, criando um devastador terremoto na floresta. Os golpes pressionaram contra a barreira, a rachando e espalhando poeira, grama e fragmentos de rocha em todas as direções. Quando o ataque se dispersou, a parede havia sido quase inteiramente destruída, mas o mais estranho não era aquilo - não havia um corpo sequer no campo de batalha. Todos os soldados haviam desaparecido completamente, como se nunca sequer tivessem existido.

Um ninja desconhecido pulou por detrás da barreira logo em seguida. Ele trajava uma estranha armadura azulada, com placas de metal que recobriam peito, pernas e ombros. Os cabelos, brancos e espetados para cima, pareciam ligeiramente desarrumados. Nenhum dos três haviam visto aquele homem antes, mas sequer tiveram a chance de examiná-lo melhor - com uma sequência veloz de selos, as mãos do shinobi tornaram-se borrões que terminaram unidas à frente do peito: - Suiton: Teppoudama! - Ele inflou os pulmões e cuspiu uma enorme bola de água que varou por entre as árvores da floresta em direção ao grupo. O projétil era de tamanho considerável, mas sua força e velocidade eram os fatores que o tornavam perigoso. Quando acertou Kohrimakura, explodiu feito um pedregulho e empurrou o rapaz ligeiramente para trás, fazendo seus pés se arrastarem pelo solo arenoso da mata. Um leve rastro de sangue escorreu de sua boca em decorrência da pancada.

O ninja ergueu-se aos poucos, saindo de perto da árvore na qual havia batido, tamanho o impacto do golpe sofrido. Quando finalmente pôs-se de pé, visualizou o inimigo, com um sorriso no rosto. Não fosse pela máscara, sua feição mostraria-se um pouco sádica, ao ser sorridente junto com sangue escorrendo pelos lábios. Apesar disso, era o oposto de sua personalidade. Mesmo em meio à tragédia, ele ria de diversão. Tudo, até mesmo a sua morte o fariam reagir assim. Não se tratava de loucura ou gosto por sofrer um ataque, mas pela adrenalina do combate e do momento. — Hahahaha, que desgraçado! E mirou logo em mim! Nekomata-san, Wanizame-san, será que conseguimos vencer esse cara?! Hahahaha! Acho que vou descobrir do meu jeito!!! — Em um movimento rápido, aproximou-se do inimigo, conforme conjurava selos durante o seu trajeto. Imediatamente vários fragmentos de gelo se formaram, indo de encontro ao inimigo.

As estacadas de gelo zuniram pelo ar e criaram um estranho chiado conforme sua temperatura extremamente baixa entrava em contato com o calor da floresta - o inimigo prostrou ambos os braços diante do corpo e se protegeu do ataque, recebendo diversos cortes menores ao longo do torso e das pernas. Em seguida, quando abaixou a guarda, pulou para fora da muralha e correu na direção de Kohrimakura, chegando próximo do rapaz, a cerca de 5 metros de distância. Podendo vê-lo de forma mais clara, tornou-se óbvio se tratar de um dos generais do exército imperial. Seu rosto, levemente envelhecido, expressava um misto de desprezo e raiva na maneira como franzia as sobrancelhas e contorcia os lábios - embora de forma discreta: - Saibam que viajaram todo esse caminho apenas para morrerem no País do Fogo, rebeldes imundos.

Finalmente ficara clara a fonte da defesa e ataque poderosos, o general do exército era um shinobi de muito poder e, o fato de ele estar escoltando o embaixador reforçava isto, mas fosse quem fosse, os shinobis não deveriam mostrar estarem intimidados. Genjiro agora adoraria ainda mais aquele combate e adoraria ainda mais torturá-lo e, quem sabe, conseguir alguma informação que beneficie Kiri, entretanto, este era apenas um plano secundário. Aproveitava que o general havia focado sua atenção e ataques em Kohrimakura e aproveitava a brecha para atacá-lo diretamente. Logo, o shinobi começava a fazer selos de mão, fazendo uma considerável quantidade de água aparecer e tomar a forma de um tubarão que avançava ferozmente contra o general. — Suiton: Suikodan no Jutsu! (Liberação de Água: Técnica do Projétil do Tubarão de Água) — Esperava que aquilo fosse o suficiente para, na pior das hipóteses, talvez abrir uma brecha ainda maior para o ataque de Nekomata.

Wanizame correu para a lateral, circulando o campo de batalha para que angulasse seu ataque de forma que não acertasse o companheiro. Quando concluiu os selos, a água que havia se acumulado no ambiente reuniu-se em formas de tubarões brancos que voaram em direção ao general. Ele tentou esquivar-se para o lado, mas os projéteis bateram em seu corpo, o arrastando levemente para o lado e o fazendo rodopiar no ar antes de cair de pé.

O Nekomata, assim como seus dois companheiros, passava a entender de fato o que ocorria: tudo ali era somente uma armadilha. — Então, fizeram tudo isso somente para matar 3 rebeldes? Vocês cometeram dois erros com isso, General-san — Neste momento, um chakra de cor avermelhada começou a surgir ao redor de Mikazuki, sendo este tão denso que mesmo a olho nu poderia ser visto. O chakra o envolvia por completo e moldava uma forma ao seu corpo, criando duas pequenas orelhas e duas caudas. — Seu primeiro erro foi superestimar nossa importância. Somos somente um braço da revolução. Gastar tempo e esforço para nos matar aqui foi completamente inútil.  — E então ergueu o braço direito, apontando-o para seu inimigo — E o segundo erro foi subestimar nossas capacidades! — logo em seguida, o chakra vermelho em seu braço se esticou, projetando uma grande mão com garras que avançou contra seu oponente no intuito de agarrá-lo.

A aparição do chakra da besta fez com que os olhos do general se arregalassem. Ele travou por um segundo, como se chegasse a uma realização importante, e boquiaberto observou seu inimigo afrontá-lo tanto verbal quanto físicamente. Conforme os braços viajaram pela terra, o general aproveitou-se de sua posição e hábilmente pulou para cima, rodopiando no ar de maneira que acertassem o solo. Em meio ao salto, suas mãos imediatamente iniciaram movimentos rápidos e imprevisíveis - quando concluiu, gritou assim que seus pés chegaram próximos de tocar o chão novamente: - Doton: Doryuudan no Jutsu! - Uma cabeça de dragão surgiu do solo e o homem caiu por cima dela, agachado. Da boca da besta, diversos disparos de pedra e lama foram em direção ao Jinchuuriki, que tentou desviar como pôde. Uma nuvem de poeira se ergueu no campo de batalha, onde os disparos haviam atingido - quando abaixou, Nekomata estava ferido, com sangue a escorrer do braço e do rosto, mas não parecia de nenhuma maneira abatido: - Acredite, Jinchuuriki. Você não poderia ter me concedido um presente melhor que se revelar para mim! Hahahahaha! Os outros dois farei questão de despedaçar. Mas você? Você vai usar uma coleira e dançar para o Imperador!  - Ele bateu as mãos e, em seguida, as afundou no dragão sobre o qual estava. A cabeça se deformou e fundiu com o solo, que em seguida começou a mover-se para formar uma redoma de pedra ao seu redor. Kohrimakura estava prestes a ser pego no interior da cúpula junto de seu oponente, mas pulou hábilmente e caiu no topo da estrutura.

— Ufa!!! Essa foi por pouco! - Mostrou-se aliviado, Kohrimakura, estando sob o redoma criado pelo inimigo. A reação deste úlimo em relação à forma do Nekomata o fez sorrir, como se transbordasse em diversão. — Hahahahaha que crueldade! Uma coleira! Pera... - Ficando um pouco mais sério, refletiu enquanto continuava em cima da técnica Doton do general. — Me despedaçar! Aaah pior que você é forte, sou capaz de morrer mesmo! Não tem jeito, tenho que ir com tudo! - Realizando vários selos com a sua mão direita, deu origem a vários espelhos de gelo que se formaram ao redor dos dois, como se uma arena houvesse sido criada. Com um passo rápido, Kohrimakura deslocou-se para um desses mesmos espelhos, passando a ficar parcialmente oculto. — Makyō Hyōshō (Espelhos Demoníacos de Cristais de Gelo)!

— Se escondendo? Que tipo de general é esse que foge de uma batalha? O Imperador devia escolher melhor o tipo de gente que ele quer para essa causa ridícula dele! — O Hoshigaki falava em um timbre alto o suficiente para que o General ouvisse e que a provocação soasse o mais desrespeitoso possível. — Eu estaria envergonhado de ter um serviçal de tamanha covardia! — Fazia mais alguns selos de mão, imergindo na quantidade de água mais próxima da redoma.

Mikazuki concentrou-se por um instante. Naquele estágio, somente utilizando parte do chakra de sua bijuu, ele ainda conseguia manter sua "sanidade". Nessa concentração, utilizou de sua técnica sensora para saber exatamente a posição do General, e se certificar que nada de estranho ocorria dentro daquela redoma de pedra, uma vez que havia perdido contato visual. — Então está só se protegendo? Não queria, mas vou ter que concordar com o Tubarão-san: odiaria ser seu subordinado! Mas.. Hein? Você também se escondeu, filho de uma enguia! — E quase se desconcentrando, ao ver o movimento de Wanizame, o Nekomata voltou à sua estratégia. Abaixou-se e socou o chão, enfiando o braço direito na terra. — Não adianta se esconder, General-san! O gato sempre pega o rato! — e então, enviou seu braço de chakra pelo subsolo, no intuito de contornar a redoma e atingir o general de baixo para cima, e talvez ainda quebrar o topo da redoma no impacto.

Após a formação da cúpula de pedra, Kohrimakura utilizou a técnica secreta de seu clã para criar uma estranha barreira de gelo ao redor dela - diversos espelhos se espalharam pela área, formando um domo, ao passo que Wanizame aproximou-se de uma das poças criadas pelas suas técnicas de água e se liquefez em seu interior, unindo-se ao seu elemento. Enquanto isso, Nekomata conjurou mais uma vez seu braço de chakra que, movendo-se pela terra, cavou até encontrar seu alvo. Ele pôde sentir o golpe conectar, e através de seu sensor viu o corpo do inimigo ser empurrado contra o teto e depois cair no chão, de pé. Ele imediatamente correu em direção a borda da cúpula, por onde saiu ao desfazê-la parcialmente, criando uma porta improvisada. Os olhos do general se estreitaram ao observar os espelhos, mas não se acuou. Continuou correndo a toda velocidade afim de tentar sair do perímetro da técnica, momento no qual diversas shurikens voaram feito sombras em direção às suas costas. As armas cravaram contra o corpo do general, fazendo sangue jorrar e sua expressão mudar - ainda resoluto, continuou com uma série de selos conforme se arqueou para frente logo próximo a saída da técnica do shinobi de gelo: - Doton: Yari! - Diversos espinhos formaram-se no chão e flutuaram em direção ao Jinchuuriki. As lanças se propagaram, alongaram, engrossaram e quando finalmente foram disparadas - em meio a berros de seu conjurador - zumbiram conforme deslocaram torrentes massivas de ar. Nekomata saltou de algumas, desviou de outras, mas quando já não se via mais espaço para onde correr, uma torrente de espinhos fincaram-se em seus braços, pernas e torso. Seu sangue pintou árvores e grama. Sorrindo em meio a uma respiração ofegante, o General olhou para trás, em direção aos espelhos que cobriam toda a área: - Eu já cuido de você.
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Episódio 01 | O Poder de um General
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