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 Episódio 03 |

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Darthix
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MensagemAssunto: Episódio 03 |    Sex 09 Fev 2018, 22:49


Abertura




Em meio a uma noite especialmente escura, três sombras moviam-se pelo topo das casas de madeira que compunham a paisagem do vilarejo de Nami, na costa norte do País das Ondas. Tipicamente pesqueiro, continha um pequeno porto onde diversos barcos menores estavam ancorados, assim como jangadas e outras formas simples de trafegar pela costa; naquela noite, contudo, uma embarcação especial se encontrava ancorada na plataforma de madeira que compunha o cais. Suas grandes velas, em pares, se estendiam pela fronte e pela traseira do navio, exibindo as cores azuis e o símbolo do Império. Kohrimakura averiguou os arredores daquela embarcação antes de posicionar-se com seus companheiros, e constatou que não parecia haver ninguém a bordo, por algum motivo. Quando a madrugada desceu e trouxe consigo o frio e a névoa, os três revolucionários viram, finalmente, o aproximar de seu alvo.

[22:02] «!» [03:00 AM - Vilarejo Nami, Norte do País da Onda]

O som de marcha propagou-se pelo ar, quebrando o silêncio. Quando uma luz avermelhada surgiu pelo canto de uma trilha que levava floresta à dentro na periferia do vilarejo, os três revolucionários avistaram homens trajando armaduras pesadas e espadas em suas cinturas. Eles formavam um triângulo ao redor de uma carroça fortificada e de ferro, com quase dois metros de altura, que se encontrava tampada por lonas brancas. Nas laterais do transporte, vigas de metal eram usadas como suporte para que alguns civis o empurrassem adiante. O que mais chamou atenção, contudo, foi o homem posicionado na ponta da formação. Diferente dos demais, ele parecia não vestir nada além de um kimono simples em tons de azul e branco, num esquema de cores que lembravam o uniforme de Kaito. Na cabeça, um chapéu redondo e largo feito de palha tampava completamente sua feição. Ele carregava uma espada de cabo branco na cintura, e era acompanhado pelos dois lados por samurais que traziam tochas nas mãos. A julgar pela velocidade com a qual o comboio se movia, era provável que demorasse um pouco mais até que chegasse no cais.

Kohrimakura olhou para o homem, abrindo um sorriso no rosto ao ter uma suspeita de quem se tratava. O seu corpo já estava cheio de adrenalina correndo pelo corpo, em razão de avistar alguém famoso e forte. Controlando-se para não gargalhar - em padrão ao seu comportamento habitual - tratou de sacar três shurikens, segurando-as com a sua mão esquerda. Com a direita, já estava em posição pronta para realizar selos, revelando-se mais que preparado para atacar assim que pudesse. Embora a agitação e ansiedade, Kaito olhava constantemente para o lado, como se estivesse mais preocupado com o que ocorria por ali que com os inimigos que se aproximavam. Isto, no entanto, veio a se explicar quando ficou perdido em seus pensamentos. - "Vamos, Wanizame-kun, ataque! Só estou esperando para atacar logo depois!"

Após a longa viagem, finalmente os shinobi haviam encontrado seus alvos, mantinha-se atento tanto aos movimentos dos homens escoltando o carregamento quanto a possíveis movimentos dos aliados na hora do ataque iniciar. Já haviam planejado tudo, mas as coisas poderiam sair do controle num piscar de olhos, especialmente tratando-se de Yamagawa Ishin. Wanizame mantinha-se agachado no telhado de uma das casas entre seus dois companheiros, depois da última missão, mais do que nunca não admitiria falha, ainda mais em sua primeira tarefa no novo posto. "Pena que devemos capturá-lo vivo." Aquela era uma das raras vezes que o Hoshigaki conseguia conter a euforia de encontrar sua presa, mas era necessário. Deveriam esperar o comboio chegar mais perto, se favorecer da iluminação provida por eles, então, sinalizando discretamente com as mãos para que os companheiros aguardassem um pouco.

O início da operação parecia seguir de acordo com o plano. O comboio seguiu vilarejo à dentro sem notar a presença de inimigos nos telhados das casas, mas o trio não contava com o extraordinário senso de perigo do general que comandava aquela guarnição - quando a luz das chamas brilhou nos telhados de Nami, a silhueta de Nekomata e Wanizame fez com que Ishin freasse o passo. Nesse meio tempo, Kohrimakura observou que os soldados adotavam formação de linha devido ao pouco espaço das ruelas do vilarejo e, num salto rápido, avançou contra um telhado mais a frente. Assim que pousou na palha que forrava a casa e olhou para seu alvo, o membro do clã Yuki notou que Ishin havia desaparecido! A imagem do general se formou na retaguarda de Wanizame, como se houvesse se desfeito e refeito através do vento: - Boa noite. - Foi tudo que o Hoshigaki pôde ouvir antes de uma pancada poderosa o arremessar feito um foguete adiante, fazendo com que colidisse na parede de uma das casas. Seu corpo perfurou completamente a madeira e o fez rolar contra alguns móveis, parando de costas contra o que parecia um sofá velho. Do quarto ao lado, o grito agudo de uma mulher ressoou em pânico, e de uma a uma todas as demais residências se iluminavam, com seus moradores despertados pelo alvoroço.

"Puta merda..." -- Foi o que pensou o Nekomata assim que viu acena. O jinchuuriki se recriminou momentaneamente. Sabia que tinha parcela de culpa no fato de Ishin encontrá-los, pois negligenciou em uma de suas maiores características, que era a furtividade. Genjirou foi golpeado bem diante de seus olhos, numa velocidade que Mikazuki sequer pôde acompanhar. Precisava fazer algo. "Esse cara é forte... vou precisar usar todo o poder que você tem, Matatabi. Se me preocupar com minha identidade aqui, não deve existir um Nekomata amanhã..." -- E assim pensando, deixou de concentrar-se em seu sensor, ativo até o momento. De suas costas, uma grossa cauda feita de chakra, nas cores negra e azul, surgiu. O novo "membro" avançou na direção de Ishin, buscando agarrá-lo. "Se eu conseguir segurá-lo um pouco... podemos nos reorganizar..."

A cauda partiu feito uma serpente em direção ao seu alvo, cortando caminho pelos telhados e esbarrando em telhas, o que fez com que uma núvem de poeira se elevasse na área. Quando finalmente alcançou Ishin, a massa de chakra assumiu a forma de uma enorme garra que rápidamente o segurou pela cintura - o tamanho era considerável, de forma que todo o corpo do General foi envolvido, por exceção da cabeça. Ele imediatamente virou o queixo em direção ao Jinchuuriki, e por debaixo de seu chapéu um sorriso formou-se em escárnio: - ... Então é verdade. O Jinchuuriki está vivo. - Através da conexão com o chakra de sua Bijuu, Nekomata sentiu que havia algo de errado quando conectou o ataque em seu alvo. O corpo era extremamente rígido, quase intransponível, e vibrava levemente, como se estivesse numa movimentação constante.

O Hoshigaki foi completamente supreendido pela voz do espadachim, não acreditava naquela velocidade inumana, aquilo era surreal, a única coisa que o shinobi conseguiu fazer a respeito foi voar de encontro a uma casa e seus móveis. Genjiro se levantava após ser atingido com tamanha força, então, estalava seu pescoço e limpava um pouco de sangue que escorria pelo canto da boca, indo para o telhado da casa que entrara sem ser convidado. -- Espero que você consiga segurá-lo por um tempo, Nekomata. Realizava, então, alguns selos de mão, e cuspia um gigante volume de água, visando afogar os samurais e atingir o carregamento. -- Suiton: Bakusui Shoha!

Realizando selos rápidamente, a água ao redor de Wanizame se formou a partir do ar e criou um imenso turbilhão de ondas! Tanto as paredes quanto os telhados da casa onde se encontrava se desfizeram com a demonstração de poder, deixando o tubarão humano suspenso no ar por alguns segundos. Conforme caia, disparou adiante a cascata gigantesca, que varreu todas as três casas a sua frente. A maioria dos soldados correram para trás da carroça fortificada, se acobertando com o metal que a compunha, enquanto os mais próximos das beiradas do ataque tiveram sorte de pular para fora a tempo - assim que a onda acertou o metal da carroça, contudo, algo estranho ocorreu. Um símbolo em letras negras, de formato circular, inscreveu-se no topo da lona e se espalhou por todo o objeto, criando uma barreira de coloração azulada que imediatamente repeliu as águas para as laterais, protegendo também os que estavam perto.

Nekomata viu que Wanizame atacou o comboio, conforme o plano original, mas absurdamente não foi efetivo. Preocupado com Ishin, o verdeiro inimigo, gritou. -- Ô, Geloso! Eu não tenho como segurar esse cara por muito tempo, aviso logo.

O jovem Yuki ficou surpreso com o ataque de Ishin. Uma velocidade daquelas - com certeza uma das maiores que já presenciou - seguida de um poderoso golpe físico, forte o suficiente para empurrar Genjiro a uma distância como aquela. Não havia como não se espantar. Seus olhos azuis buscaram todos os detalhes possíveis do local, de maneira a visualizar a melhor atitude que poderia tomar mediante aquele cenário. Eis que notou a cauda de chakra do Nekomata de Kiri acertando o espadachim. Um sorriso veio à tona, ainda que ocultado pela máscara. Este mesmo sorriso, no entanto, não durou tanto. As ondas violentas de Genjiro não tiveram êxito, deixando todos os samurais livres mesmo após algum tempo de luta. Tomando a responsabilidade para si de elimina-los, Kohrimakura começou a realizar selos em sequência, na tentativa de dar origem ao seu mais poderoso jutsu ofensivo. No entanto, foi surpreendido por Nekomata, que praticamente pediu para que mudasse o seu alvo para Ishin. "Ele vai se soltar já já, é? Entendi!" - Dando forma a um afiado dragão de gelo, direcionou-o na direção do espadachim, seguido por várias shurikens que serviram pra complementar o ataque e torna-lo mais devastador ainda.

O enorme dragão de gelo rugiu em direção ao alvo, seguindo pelo ar até, repentinamente, ser cortado no meio. Como se batesse de frente com uma estranha navalha invisível, o ataque se rompeu de forma que seguiu pelas laterais assim que se aproximou há 1 metro de Ishin, revolucionando os ventos conforme seu rugido era silenciado. Logo na sequência, as shurikens colidiram contra a cabeça do homem, mas rebateram de maneira estranha, chiando como se seu metal houvesse raspado em algo de igual de similar resistência. Fora alguns cortes deixados nas bochechas e testa do espadachim, ele não pareceu aturdido pelo ataque. Ao invés disso, ordenou em alto e bom som: - Soldados, continuem caminho! Protejam a caravana a qualquer custo! - Os samurais rápidamente se reuniram dentro da barreira protetora e empurraram os civis para fora sem qualquer cerimônia, assumindo comando das hastes e a empurrando adiante com toda a força. No processo, as tochas foram largadas no chão e se apagaram, inundando o cenário em névoa e sombras.

Mikazuki via tudo com desconfiança e espanto. Desde o início, quando agarrou Ishin com sua cauda de chakra, notou que o mesmo parecia estar vibrando, por mais que isso fosse um absurdo. E mais estranho ainda foi o que viu instantes depois, quando notou que o dragão de gelo de Kaito foi dividido ao meio, e mesmo as shurikens extremante precisas do seu aliado fora rebatidas por algo invisível. "Ele possui algum tipo de proteção... Mas não faço ideia do que seja. Nunca vi nada parecido."  O jinchuuriki parecia levemente tenso. Não saber o que esperar do inimigo era algo que não o agradava. Ao mesmo tempo, uma espécie de euforia começava a surgir, bem pequena. Era o fervor do combate, adormecido já há algum tempo, desde que assumiu controle e parceria total com sua Bijuu. -- Você também está sentindo isso, né, Matatabi? Mas não podemos perder a calma aqui. Ow, Kohrimakura! Esse cara não vai cair tão cedo. Acho melhor focar no comboio. Vou tentar atrasá-lo o máximo que puder! -- disse ao final, voltando-se a seu aliado.

Kaito observou a situação inquieto. Parecia estar numa postura agitada, como se estivesse se controlando para não fazer algo. Após alguns segundo assim, finalmente se deixou levar. - Hahahahahaha! Que desgraçaaaaa, quem ia adivinhar que essa missão ia ser tão divertida!!! Tomara que ela dure pra sempre! - Observando tudo ficar escuro, Kohrimakura correu em alta velocidade atrás do comboio, indo pela direção que sabia que seguiria. Ao aproximar-se o suficiente, realizou alguns selos e deu origem à técnica especial de seu clã: os espelhos. Criou-os tendo a si como limite da área, entrando instantaneamente em um deles.

Enquanto Nekomata seguia com sua tática de atrasar o adversário, Kohrimakura partiu em alta velocidade pelas ruelas de Nami. Sua velocidade o transformou num borrão que pulou de casa em casa até chegar próximo o suficiente da esquina na qual o comboio se localizava. Após alguns selos, o ar condensou-se e uma névoa branca se formou ao redor da área; diversos espelhos de gelo se moldaram em uma cúpula que cobriu um enorme raio, com a carroça presa dentro da redoma. Os Samurais se entreolharam, mas pareciam não perder a confiança - continuaram empurrando o veículo em direção ao cais, gritando de forma ritmada para inspirarem uns aos outros a cada passo.

Genjiro sentia-se inútil perante aquela barreira ao ver que nada pôde fazer contra os inimigos e a situação não parecia muito melhor para seus companheiros, que lidavam com um Ishin aparentemente invencível mesmo que estivesse contido pelo Nibi de Nekomata. -- Cansei dos seus truques, sorte a sua que preciso de você vivo. Aproximava-se da beira do telhado da casa em que se encontrava e começava a fazer seus selos de mão, visando prender Ishin num genjutsu. -- Vou tentar aliviar o seu lado, Nekomata!
-- Ei, Nekomata e Kohrimakura, ele é o espadachim do império que é capaz de usar Fuuton pra acelerar o corpo e as técnicas, temos que ficar o mais longe possível dele! Finalmente se dava conta de quem estava enfrentando e do poder de Ishin.

Assim que o genjutsu acertou seu alvo, a cabeça do espadachim abaixou por um segundo. Ele pareceu inerte, imóvel, completamente fora de si - contudo, menos de um segundo depois do comentário de Wanizame, sua cabeça se ergueu e seu chapéu deslocou-se para trás, revelando seu rosto jovem e de pele alva que acompanhava um sorriso largo e ligeiramente macabro: - Sim, por favor, fiquem o mais longe possível. - O ar ao redor de Ishin se revoltou em um turbilhão gigante que varreu para longe o braço de chakra criado por Nekomata, o dissipando. Como um vulto, a imagem do inimigo desapareceu e reapareceu no mesmo lugar ao mesmo tempo que, ao longe, Genjiro viu seu abdome se abrir num rasgo visceral. A roupa primeiro, a pele depois, e a musculatura abaixo em sequência, de forma que o rasgo penetrou lentamente até o rubro de seu sangue jorrar em seguida. As vibrações ao redor de Ishin se intensificaram de tal forma que sua imagem começou a distorcer-se em réplicas bizarras que apareciam e desapareciam na mesma posição, mas ligeiramente fora de enquadramento: - É hora de descobrir quem são vocês. - Ao mesmo tempo, há alguns metros dali, a carroça traçava caminho rumo às paredes de gelo de Kohrimakura. A velocidade baixa devido ao largo peso fazia com que empurrá-la fosse difícil, e ela se movia a um ritmo extremamente lento.

-- Usuário de Fuuton?! Agora realmente tudo faz sentido. Que bom que você é um peixe que sabe ler, Wanizame! -- Mikazuki finalmente havia compreendido o que ocorrera, graças ao conhecimento e raciocínio de Genjiro que, infelizmente, havia pagado caro para descobrir isso. O jinchuriki via o combate cada vez tomando proporções maiores. Ishin já havia se libertado de sua cauda de chakra, e prendê-lo novamente seria muito difícil. "Ao menos, Kaito deve conseguir conter o comboio. Detesto fazer isso, mas preciso chamar ainda mais atenção. Não sei se Genjiro aguenta outro ataque desses..." Todavia, apesar de pensar consigo mesmo que detestava a situação, a euforia que antes era mínima agora se alastrava pelo rosto de Mikazuki, e que o visse agora quase que certamente o classificaria adoecido por psicopatia. Eis que um intenso chakra se mostrou ao redor do mesmo. Sua densidade era tanta que sua cor era visível, vermelha rubra. Inicialmente, o chakra parecia somente uma espécie de cobertura, mas rapidamente ficou ainda mais escuro e nenhuma feição do jinchuuriki poderia mais ser reconhecida. Agachando-se, ficando de quatro-patas, assemelhava-se a um felino raivoso de pelagem escarlate. Todos em volta perceberiam um pouco do motivo do apelido "Nekomata" naquele momento. -- Ishin! Que tal brincar com um gatinho agora?

Kaito olhou de lado para onde se encontrava Nekomata. Mesmo de longe e naquela penumbra, o ninja de Gelo conseguia enxergar aquele chakra que de puro nada tinha. Uma intensificação da forma da besta usada na última missão, algo que chegava a fazer o próprio Kaito se arrepiar e tremer de rir. - Hahahahaha, agora sim! Finalmente você resolveu mostrar sua verdadeira face, Nekomata-kun! - Voltando sua atenção para o comboio, cessou a risada, mostrando-se levemente incomodado. - Aaaah, vai demorar muito pra chegarem nos espelhos! Vou esperar não! - Ressurgindo em todos os espelhos, Kohrimakura pareceu ter deixado uma réplica sua em cada um dos objetos de gelo, que insistiam em refletir a sua imagem constantemente. - Hahahaha! Me sinto tão rápido quando estou dentro desta técnica. É muita liberdade! - E, de fato, sua velocidade havia atingido outro nível. Movendo-se de maneira ridiculamente veloz de um espelho pro outro, o revolucionário arremessou várias shurikens no processo. Para finalizar, fez uso de outro dragão gélido, que buscava atingir o máximo de inimigos possíveis, terminando no comboio.

A visão de Kohrimakura se distorceu devido a velocidade, de forma que tanto o comboio quanto todos ao seu redor pareciam moverem-se em câmera lenta. Quando finalmente encontrou a posição de seu alvo, realizou uma sequência de selos com uma única mão e um gigantesco dragão de gelo se formou no ambiente, rumando a barreira que protegia os samurais. A colisão contra o campo de força fez com que todo o pior se chocasse e quebrasse naquela região. Os soldados rápidamente tentaram distanciar-se das partes que ameaçavam desmoronar, mas uma das rodas prendeu em uma tábua que se partiu ao meio. O ataque poderoso havia aberto uma pequena brecha na barreira e, através dela, uma chuva de shurikens inundou o interior do globo protetor, acertando em cheio em um dos samurais que imediatamente caiu no chão.

Era inacreditável o que Ishin estava fazendo, Genjiro não podia conceber ser ferido daquele jeito. Ao passar a mão no local atingido pelo último ataque do espadachim, o Hoshigaki ficava ensandecido ao ver seu próprio sangue, sua expressão, mesmo que oculta por trás da máscara era digna de assustar o mais cruel dos assassinos, o instinto de sobrevivência de Genjiro estava mais aguçado do que nunca. -- Eu não ligo mais! Considere-se morto, Yamagawa Ishin, você e a sua causa estapafúrdia. O shinobi realizava selos de mão tão rápidos quanto jamais se lembrava de ter feito. -- SUITON: SUIKODAN NO JUTSU! Das poças de água existentes no local, formava-se um grande tubarão indo em direção ao espadachim.

Conforme uma gigantesca onda de água foi gerada por Genjiro, Nekomata aproveitou-se do momento para liberar a massa de chakra que havia concentrado em preparação para a movimentação do inimigo. Ishin saltou para o alto, desviando da onda, e imediatamente diversos projéteis iluminaram o céu negro, o tingindo de vermelho! Sacando sua espada, o General gritou em fúria conforme, com um corte, rasgou ao meio a bala de energia. Ele pousou no telhado mais uma vez e assumiu uma postura estranha de combate, com ambas as pernas estendidas e a espada rente ao rosto, apontada contra seu inimigo: - Kazekiri. - Com um sussurro, sua imagem desapareceu. Não foi possível acompanhar o que ocorreu, e os presentes tiveram de se contentar mais uma vez em apenas observar os estragos resultantes daquele golpe. Todas as casas numa linha de quinze metros foram completamente cortadas ao meio, fazendo com que o som de demolições, paredes tombando e chão rachando ecoasse por toda Nami. Nekomata permaneceu onde estava, sem nenhum ferimento visível, até olhar para baixo e notar que seu peito havia sido rasgado num corte diagonal profundo o suficiente para que a carne de seus músculos se exibissem. O manto Bijuu havia sido desfeito onde o golpe havia acertado e lentamente se reformava ao seu redor. De dentro da redoma de espelhos, Kaito observou a figura de Ishin surgiu na rua de terra com seus pés se arrastando pelo chão, como se freasse repentinamente após um movimento extremamente veloz.

-- GRRRRRRRrrrr! -- o Nekomata urrou, como uma besta ao ser terrivelmente ferida. Seu comportamento era totalmente animal, e qualquer um que o visse se perguntaria se o mesmo mantém algum nível de consciência ou sanidade quando lutava naquele estado. Contudo, Kaito e Genjiro já haviam lutado ao lado do jinchuuriki e sabiam que poderiam confiar totalmente nele, mesmo em seu estado mais bestial. E a prova disso foi logo vista. Em alta velocidade, Mikazuki correu em direção ao norte, levantando poeira ao passar pelos destroços das casas destruídas. Quando teve Ishin e o comboio em sua linha de visão, começou a concentrar chakra em sua boca e cuspiu uma metralhadora de puro chakra. Seu primeiro alvo, logicamente, era Ishin. Mas caso o mesmo esquivasse, ainda poderia atingir o comboio.

Uma vez mais o Jinchuuriki fez uso de sua besta para atacar o inimigo. Saltando por entre as casas que haviam em seu caminho, Nekomata parou no chão de terra e arqueou-se para frente, abrindo a boca a partir da qual uma bomba explosiva de chakra foi lançado. A esfera percorreu caminho contra Ishin, que por instinto saltou e rodou no ar, evitando o ataque - contudo, seus olhos se arregalaram ao se dar conta do que havia do outro lado daquela casa. O ataque explodiu a morada humilde e o grito de crianças foi ouvido ao passo que o fogo se alastrou para todos os lados. Na rua paralela, o comboio preso ao chão se viu em um perigo ainda maior quando o pior rachou quase por completo na parte direita, fazendo com que um bom pedaço fosse por água abaixo, em termos literais. A barreira, contudo e por sorte, se manteve firme, mas parecia vez ou outra piscar em sinal de que talvez estivesse começando a falhar.

Kaito começou a gargalhar ao ver Ishin entrando em sua cúpula de espelhos. Não bastasse o seu comportamento bizarro, vê-lo refletido em incontáveis espelhos enquanto ria e tremia, dava ao local um clima bastante desconfortável. - Hahahahaha! Bem-vindo à minha técnica, Ishin-kun! Por favor aproveite a sua estadia, qualquer coisa só pedir! - Indo de um espelho para o outro em alta velocidade, Kohrimakura aproveitou para ir para uma posição bem próxima de Nekomata, usando a mesma linha de ataque. De lá, pretendia atingir tanto o espadachim quanto o comboio. Como sempre, fez uso de seu característico dragão de gelo, complementando com suas shurikens que vieram logo depois rumo a Ishin.

O dragão de gelo errou o inimigo uma vez mais, e Ishin pareceu não se espantar com a demonstração de velocidade que Kohrimakura tinha enquanto dentro de sua técnica de espelhos. Saltando no momento preciso para evitar a cabeça do enorme dragão, o míssil seguiu caminho até acertar a carroça uma vez mais, a fazendo se deslocar alguns centímetros para trás conforme era empurrada pelo golpe. O que o espadachim não esperava, contudo, era a chuva de projéteis que seguiu o ataque - algo típico do ninja de gelo. As shurikens bateram contra o peito de Ishin, que as repeliu com sua proteção, mas pequenos furos sangravam e tingiam seu manto de vermelho por debaixo: - Passar por minha defesa com um simples ataque de arremesso. Meus parabéns, Yuki. E suponho que o outro seja um Hoshigaki. Aconselho não me deixarem vivo ... quando eu voltar para Kirigakure, farei questão de assassinar todos os dois clãs apenas para pegar vocês dois.

Finalmente se via fora do centro do caos e da confusão, entretanto, só pararia de lutar quando estivesse morto, então, se junta aos outros shinobis no jutsu de Kohrimakura. O Hoshigaki não mais se assemelhava com o shinobi que chegara no vilarejo há algum tempo, agora ele só pararia ao ver Ishin desfalecido, sangrando sob seus pés e a ameaça do espadachim apenas o fazia soltar altas gargalhadas. -- Hahahahahah! Faça o que quiser, quem eu me importo já não está mais entre os vivos! Mas não se preocupe, você não estará vivo em pouco tempo, assim como seus escravos ali. Suas ameaças vazias não me assustam, Ishin. - Com mais selos de mão, o shinobi lançava novamente seu Suikodan no Jutsu, entretanto, o alvo era o comboio, agora que estava mais debilitado devido aos ataques do shinobi de gelo!

Com uma gigantesca bala de água, o Hoshigaki varreu todo o caminho em direção ao comboio. O projétil apagou o fogo que havia em seu caminho, e quando se chocou contra a carroça, finalmente fez com que a barreira que havia ao seu redor se dissipasse. Os samurais que estavam dentro do redoma olharam ao redor, preocupados, e todos imediatamente sacaram suas espadas, formando um círculo em volta do comboio encalhado: - Não deveria ter feito isso. - Ishin desapareceu num flash e surgiu próximo do abdome do Hoshigaki, o acertando com toda a força no estômago - ele usou o cabo da espada, numa manobra reversa, e o ar imediatamente escapou os pulmões de Genjiro ao passo que, com a dor, se curvou pela frente, completamente aturdido.

Mikazuki nada disse, mas sua expressão sob o denso chakra vermelho era nítida preocupação. Genjiro estava quase caído sob os pés de Ishin. Algo de urgente precisava ser feito, pois o Hoshigaki estava completamente indefeso contra o próximo ataque do espadachim. Sem pensar duas vezes, o Nekomata correu impetuosamente na direção de Ishin, zig-zagueando para tentar confundi-lo, se é que era possível. Quando se estava próximo o suficiente, tentou aplicar uma carga em seu corpo para afastá-lo de Wanizame, empurrando-o enquanto se movimentava.

Kohrimakura observou o campo de batalha, ainda que estivesse gargalhando como de costume. Assistir o inimigo parabeniza-lo por atravessar a sua armadura com as suas shurikens o fez rir de alegria, visivelmente surpreso - mesmo com Ishin tendo dito logo depois que ia assassinar o seu clã inteiro. - Hahahaahaha! Obrigado! Eu treinei muito com elas, sabia?! Embora eu deva admitir, ultimamente tenho tido alguma sorte. Acho que estou no meu auge! Que pena pra você me enfrentar logo no meu melhor momento! - Rindo, Kohrimakura ressurgiu em um espelho logo atrás de Wanizame. - Eu sei que parece vidro essa cúpula de espelhos, mas não é aquário não, Wanizame-kun! Pra fora daqui, vá pra água! - Arrastando-o, o jovem Yuki sentiu o peso do companheiro forçar todos os músculos de seu corpo. Após alguns instantes, conseguiu move-lo para fora de seu jutsu, deixando bem depois do limite da técnica. Ao final, voltou a entrar em um dos espelhos, pronto para o combate.

Nekomata rugiu e partiu contra seu oponente como um vulto, transcorrendo todo o espaço por entre as casas e os espelhos que haviam em seu caminho. Quando chegou até Ishin, usou seu ombro para agarrá-lo pela cintura e forçar que se movesse para trás. O General resistiu, e sua força, apesar do corpo modesto, era tão extrema que fez o Jinchuuriki se perguntar se não havia um homem gigante escondido de baixo daquele kimono. Os pés do espadachim deixaram um rastro na areia conforme se afastou 3 metros do Hoshigaki, e Kohrimakura partiu logo em seguida contra o amigo sem fôlego, o pegando com certa dificuldade para então arrastá-lo para longe do perigo iminente. Ishin olhou ao redor, e pela primeira vez parecia haver certa preocupação em seu olhar. Fosse pela demora em abater seus inimigos ou pelo comboio desprotegido, o General lutava contra três Jounins sozinho.
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