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 Episódio 04 | As Boas-vindas ao Salvador de Ame

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Darthix
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MensagemAssunto: Episódio 04 | As Boas-vindas ao Salvador de Ame   Seg 05 Fev 2018, 22:43


Abertura







[ Sede do Clã dos Anjos | 20:00 h ]

Após vencerem os ninjas e civis infectados e fugirem, Sawamura Jin, Amano Lie e Fuuma Yagura voltaram até a sede do clã dos Anjos, carregando consigo o corpo inconsciente de Gakushi. Os três mal tinham ferimentos, contudo, por precaução, fizeram uma checagem médica logo quando chegaram. Nunca se sabe se como verdadeiramente era o método de transmissão da Doença da Fome, e  todo cuidado, por maior que fosse, ainda era pouco. Ninguém queria acabar como aqueles civis, Hagane e Gakushi: sedentos por sangue e completamente desprovidos de razão. E assim, tomados os devidos cuidados, Amano Lie se reuniu em laboratório com outros membros da equipe médica dos Anjos, com o intuito de avaliar clinicamente o estado de Gakushi e conseguir respostas sobre a infecção.

Por ser um estudo delicado, que demandaria algumas horas, Yagura e Jin aguardavam o relatório preliminar, repousando numa sala de estar do clã que tinha uma grande saída para os jardins. A iluminação era pouca, feita somente por lanternas tradicionais, para que a semi-escuridão ajudasse no descanso. Um grande tapete em vermelho tom pastel ficava ao centro, tendo diversas almofadas ao redor. Jin repousava num canto, enquanto que Yagura aproveitava o colo perfumado e macio de sua esposa Kazuha, repousando sua cabeça no mesmo e respirando suavemente enquanto aproveitava as carícias leves em seus cabelos negros.

Os olhos de Yagura se abriram por um instante, como se algo o estimulasse a acordar. Puxando o ar para seus pulmões, os deixou inflar antes de soltá-los em um longo suspiro. Ele se levantou do colo de sua esposa e ajeitou seus trajes, vestido novamente no kimono negro que utilizava em situações casuais: - Tanta morte e sofrimento. O País da Chuva que idealizei quando assumi o controle dos Fuuma não está mais perto de se tornar realidade que quando comecei tudo isso. - Se recostando numa das almofadas, o shinobi pendeu a cabeça para trás e olhou para o teto, perdido em pensamentos: - Já sabe a razão do seu mal estar? - Ele questionou, em voz baixa. Seus planos eram claros, e talvez a resposta para aquela pergunta fosse a única coisa que o detivesse de colocá-los em ação.


Jin mantia uma compostura comum de sempre: relaxado e visivelmente despreocupado. Ainda que houvesse tragédia em demasia em Amegakure - principalmente no local infectado - o ninja renegado não era do tipo de esboçar qualquer tipo de reação a isto. Não se tratava de frieza ou qualquer outra característica presente na personalidade de alguns - e sim do mais extremo senso de conformismo. Olhando para Yagura, tratou de nada dizer. A resposta de Kazuha não era de seu interesse, mas sabia que poderia afetar o estado de seu parceiro. No entanto, não cabia a Sawamura interferir - era isto que pensava ao menos. Continuou ali, imóvel, observando o teto, em sinal do tédio que sentia.

Kazuha olhou com um pouco de aflição para Yagura. O jovem líder dos Fuuma tinha um sonho ambicioso, era fato, mas a kunoichi nunca duvidou de sua capacidade em consegui-lo, e era por isso que o seguia, inclusive em matrimônio. Causava-lhe um pouco de tristeza ver seu amado lamentar, e logo tratou de reanimá-lo. -- Sei que ainda não fizemos um grande progresso, hanata. Principalmente por essa doença ter surgindo... Mas sei que você é capaz. O fato de Jin e eu estarmos ao seu lado é a prova disso. E sei também que o futuro que você deseja vai chegar... -- Kazuha levou a mão direita ao ventre, acariciando o local como se houvesse algo ali, com ternura nos gestos e no olhar. -- O futuro. O nosso futuro... será lindo, Yagura. Eu ainda não pude me examinar hoje, tive muita coisa para ajeitar nesse tempo em que vocês estavam lá fora, mas... Tem coisas que não precisam de confirmação, basta sentir... -- disse ao final, sorrindo gentilmente para seu esposo.

Os olhos de Yagura se estreitaram com a confirmação que havia recebido nas entrelinhas da fala de sua esposa. A mão dele se cerrou em um punho rígido e, com um sorriso curto nos lábios, logo se ergueu: - Tenho que me certificar que o futuro não seja como o passado o quanto antes, então. Jin, os planos para o próximo ano terão de ser adiantados. Os Abutres os abutres se juntam a nós esse mês. - Buscando seus pergaminhos e utensílios no canto da sala, o Jounin tratou de vestir-se e preparar-se para partir. Era hora de revisitar seu clã - havia muito o que ser feito: - Farei uma oferta impossível de recusar. Esperaremos uma hora pelos resultados e então sairemos, querida.

Jin olhou para Yagura com uma expressão singular - ele não demonstrava surpresa e nem se gostava ou não da notícia. - Certo. E quanto à Doença? Deixamos de lado? - A sua pergunta era tão direta que chegava a parecer insensível. Na interpretação de alguns, ele poderia até estar provocando o companheiro com o fato de ele estar ignorando a recente doença que descobriram. Mas não era nenhum desses casos. A dúvida de Jin era pura. Ele honestamente estava pronto a ignorar as pessoas infectadas se Yagura assim o dissesse. Quanto à ideia de adiantar os planos quando aos Abutres, Sawamura simplesmente sinalizou com sua cabeça, com um tom afirmativo.

-- Mas, Yagura! Espere! Não seja apr... -- Neste momento, a porta da sala se abre, sem qualquer pedido de licença. Atrás dela, a única pessoa que poderia ter este tipo de atitude: Kazame. -- Ah, está acordado, Yagura... De saída? Pensei que fosse esperar para ouvir o relatório sobre a análise médica de Gakushi. -- disse o vice-líder do clã, apontando para trás, onde os presentes puderem notar a presença de Amano Lie que também chegava.

- Não ignoraremos ninguém, Jin. Mas o fato é que enquanto deslocamos recursos para tratar essa situação, estaremos vulneráveis. Faremos uma visita diplomática às outras facções em busca de auxílio. As que se recusarem serão exterminadas e absorvidas.  - Quando Kazame entrou na sala, seus olhos se desviaram imediatamente. Havia uma expressão diferente em seu rosto. Até então, havia tratado o cunhado com respeito, mesmo que não fosse reciproco - dessa vez, não havia um mínimo sinal de que daria um passo para trás numa discussão: - Me vê aqui, não me vê? Não saí ainda. Qual o resultado?

Andava calmamente olhando para o chão com aquele olhar pacato de sempre, mas algo parecia diferente, o ar em volta dela parecia ser de cansaço ou de frustração, Amano era uma médica há tanto tempo que já devia ter se acostumado, mas toda vez que algo assim acontecia ela ficava sempre com o mesmo ar. Odiava ser inútil, mas o mundo é louco e nem tudo pode ser resolvido, então entrava no recinto e levantava a cabeça pronta para explicar o que estava acontecendo.  -- Eu, junto com a equipe médica, fizemos um estudo minucioso no corpo do infectado, e assim como esperado é um patógeno bacteriano mutante, em outros palavras é uma super bactéria, não pudemos combater ele com antibióticos normais. --  Abaixava a cabeça fechando os punhos  com raiva de si mesma  -- A bactéria não é tratável até o momento, e por toda a minha experiência em laboratório, diria que não poderemos encontrar um cura para isso! --  Levantava a cabeça respirando fundo e fechando os olhos, passou-se uns 3 segundos e ela ainda estava com os olhos fechados calada, era então que abria os olhos e voltava a falar  -- Porém, podemos concluir como ela ataque o hospedeiro. Primeiro ela consume TODO o chakra do infectado, depois que o chakra acaba o infectado fica faminto por chakra, e vai atrás de tudo que tenha, eles tentam consumir o chakra das outras pessoas. Resumindo: Eles querem comer mais e mais chakra para suprir a sua fome que nunca acaba. --  Então olhou para a senhora Kazuha, como se quisesse dar uma boa noticia para ela  -- Mas para o corpo das pessoas mudarem elas precisam ficar sem chakra primeiro, ou seja: Podemos retardar o processo da infecção transferindo chakra para o infectado. --  Abaixava a cabeça colocando a mão no peito  E isto é tudo!

Yagura levou a mão até o queixo, pensativo, como se as informações o levassem a considerar algo - em verdade, preocupava-se apenas com o futuro de sua nação diante daquelas notícias, não com as pessoas infectadas em si. A partir do momento em que ouviu "não poderemos encontrar uma cura", sua forma prática de lidar com problemas transformou todos os infectados em inimigos a serem descartados: - Um animal preso numa armadilha mastiga a própria pata para se soltar. Jin, vamos. Gostaria que Amano também nos acompanhasse no empreendimento sobre o qual discutimos ainda agora, para que explique a situação nas reuniões que estarão por vir. Tudo bem por você, querida? - Olhou para sua esposa brevemente, e logo tratou de começar a traçar caminho para a saída, esperando que ouvisse a resposta no caminho.

-- Não tem problema Lie ir com você, Yagura. Eu particularmente não gostaria, mas sei que minha irmã irá permitir, e não posso passar por cima da decisão dela. -- Disse Kazame, adiantando-se à resposta de Kazuha. -- Você parece apressado... Mas eu tinha outro assunto a tratar ainda hoje, e que provavelmente vai lhe interessar. Em verdade, interessa a todos os clãs de Ame. Acho que você se lembra sobre os rumos de um "salvador" que estava vindo até Ame. Pois bem. Alguém de fato está vindo, mas ser salvador... Já depende da interpretação. -- Kazame levou a mão direita aos óculos, ajeitando-os no rosto antes de prosseguir. -- Iwato, filho do Tsuchikage, está vindo até nossa vila. Para ser mais exato, ele deve chegar na manhã de amanhã. E pelos nossos informantes, ele vem fazer uma espécie de proposta de aliança para a Vila Oculta da Chuva. Ele enviou um mensageiro, que visitou todos os clãs, informando quando chegaria e que gostaria de falar todos os líderes, já que não há um Kage em Ame.

"Um mensageiro, é? Me pergunto como o Yagura-san vai reagir a isso. Mas até pra eu que não me importo com essas coisas, sou capaz de dizer: não podia ter sido em pior hora." - Olhando para os demais no local, Jin tratou de comportar-se. Ficou quieto como de costume e assistiu à conversa que ocorria. Ame encontrava-se em uma situação delicada. O quer que fosse ocorrer dali pra frente, nem mesmo o maior estrategista de todos seria capaz de prever. Sawamura, diante disto, sabia que não dependeria dele. Ele só estaria no campo de batalha, junto ao seu aliado, nada mais. As decisões em pouco lhe importavam.

- Esse problema será sanado em breve. - Yagura parou logo antes de passar pela porta. Seus olhos permaneceram focados adiante, no ponto abstrato que eram seus objetos. Finalmente a abrindo, deu o primeiro passo para fora daquele ambiente e socou a própria mão em raiva: - Filhos da puta! Primeiro os países maiores nos usam como campo de batalha, em seguida têm a coragem de vir até aqui propor tratados enquanto se auto-intitulam salvadores? O pior problema nisso tudo é que, conhecendo a índole de algumas das famílias locais, tenho certeza que toparão se o pagamento for alto o suficiente. - Os Abutres, em especial, pareciam não se importar para quem trabalhavam desde que o dinheiro fluísse por suas mãos. Eles seriam, sem sombra de dúvidas, uma das facções que acolheriam uma proposta lucrativa de Iwa, ainda que isso sacrificasse qualquer chance de independência nacional. Yagura estava mais do que nunca disposto a conquistar seu lugar no topo da cadeia alimentar, ainda que à força.

Olhou para um lado e para o outro e aceitou que por mais que não gostasse do jeito de Yagura de agir, e aquele servo dele, os dois eram bem impulsivos, contudo aquilo era para o bem de Ame, todos tinham que fazer um sacrifício.  -- Bom, eu estou aqui para seguir as suas ordens, sobre a os já infectados não temos muitas esperanças a não ser conter eles --  Via a reação de Yagura e assim uma dúvida vinha cabeça bem cruel.  -- E o que faremos quanto a isso? Se a maioria  acetará, ficaremos em desvantagem não é?

Yagura e Jin seguiram para fora da sala, cabendo a Kazuha responder a indagação feita por Lie. Olhando para os jardins, a líder dos Anjos pareceu estar perdida em pensamentos enquanto fitava o balançar das flores. Um vento mais forte sobrou, fazendo uma margarida japonesa se despetalar, sobrando somente duas pétalas em amarelo-púrpura. -- Se todos os demais aceitarem, seremos somente nós dois, os Tenshi e os Fuuma, contra todo o resto de Ame e mais os ninjas de Iwa. Só de pensar nessa configuração... tenho medo...
[ Dia seguinte, Centro de Amegakure no Sato, 09:00 h ]

Um dia totalmente atípico em Ame. Todos os ninjas se reuniram no centro: mercenários, viajantes e, evidentemente, as facções da Chuva. Cada um em seu canto, aglutinados, era possível visivelmente distinguir cada uma das cinco grandes famílias da vila. Os Abutres, liderados por Kanzo, que estava rodeado por ninjas bem armados. O clã da Salamandra, e seu líder Enryu, o mais jovem líder de clã depois de Yagura, costumeiramente vestido com roupas claras, os cabelos loiros curtos presos e um respirador cobrindo nariz e boca. O clã das Cobras, e sua líder Sasara, uma linda kunoichi  com idade próxima dos 30 anos, toda vestida de preto, mas num preto não tão escuro quanto o breu de seus longos cabelos. Por fim, os Anjos e os Fuuma, amontoados de forma mais próxima, uma vez que seus líderes contraíram matrimônio. Rodeado pelos mais fieis ninjas, entre eles Lie, Jin e Kazame, estavam Yagura e Kazuha.

A "comitiva" de Iwa, se é que poderiam usar esta denominação, já havia chegado. Todo o grupo de shinbis aguardava somente o tal filho do Tsuchikage aparecesse ao centro. O que não demorou muito. Sobre uma casa de dois andares, apareceu a figura estrangeira. Era alto, razoavelmente atlético. Cabelos castanhos bem curtos e olhos verdes. Sua blusa, sem mangas, também era verde. Os braços eram cobertos por longa luvas pretas, mesma cor da calça e sandálias. O que mais chamou a atenção, no entanto, foi a grande quantidade de pergaminhos que o ninja trazia. Cerca de cinco distribuídos pela cintura e mais um pergaminho bem grande às costas. Logo quando surgiu, cinco outros ninjas, mascarados, surgiram ao seu lado, sendo certamente seguranças.

-- Saudações, kunoichis e shinobis de Amegakure no Sato. Como devem saber, sou Iwato, filho do Tschikage. -- apresentou-se, sem cerimônias. O tom de voz era leve e suavemente empolgado, e o ninja trazia um largo sorriso no rosto ao falar. -- Eu já tratei de informar algo previamente aos líderes dos principais clãs daqui, mas vou falar tudo novamente, com detalhes. Nós de Iwagakure no Sato estamos profundamente compadecidos pela situação da Vila Oculta da Chuva. Reconhecemos, inclusive, nossa parcela de culpa, pois muitos confrontos foram travados neste chão, tendo a população daqui como vítima de fogo cruzado. Tendo isso em vista, nossa vila gostaria de realizar uma oferta a vocês: tornar Ame uma vila subsidiária a Iwa. -- logo quando disse essas palavras, gritos insurgiram, embora não tantos. De certo, mesmo sem a unificação perante um Kage, muitos em Ame possuíam identidade e sentimento de nacionalismo para com a vila, e uma proposta daquele tipo pareceu absurda logo no primeiro momento. -- Mas calma. De modo algum Iwa deseja retirar toda a autonomia de Ame. A aliança seria para ajudar na reconstrução da vila. Claro que serão necessários termos mais elaborados, mas, resumidamente, Iwa pretende dar todo o tipo de compensação a vocês. Inclusive, a autoridade regional dos clãs será mantida, e os clãs serão devidamente patrocinados por Iwa, desde que cumpram com as condições do acordo.

Yagura balançou a cabeça negativamente ao ouvir o discurso do filho de papai da Vila da Pedra. Aquele era um momento importante para o futuro da nação, e certamente forjaria ou destruiria o futuro de Ame numa incontestável prova de fogo. Seus pés se arrastaram a frente, passo a passo tomando a cabeça do grupo que se formava ao seu redor, de mãos dadas com sua esposa. Quando finalmente se posicionou, abriu os braços: - E é assim, como certamente todos aqui já me ouviram dizer no passado, que os países de maior potência nos enxergam. Uma ferramenta à venda, talvez preciosa ... mas certamente não o suficiente para valer o esforço de um líder verdadeiro vir negociar nossa compra. Não nos confunda com mercenários, Iwato-san. -  Sua mão se soltou da de sua esposa, indo em direção ao manto que vestia. Ele o removeu e o esticou de frente para o estrangeiro, de forma que o símbolo de seu clã se hasteasse nas mãos como uma bandeira: - Os Fuuma são especialistas em espionagem e assassinato. Nosso clã se construiu do pó e do sangue que há nessa vila. Nossas armas se espalharam pelo mundo por sua eficiência e sua versatilidade. - Pausando, colocou o manto sobre os ombros e abriu a mão com a palma virada para cima, apontando para sua esposa: -  Os Tenshi possuem os melhores médicos e cirurgiões que seu dinheiro poderia comprar. Foram fundados nesse solo, nesse país, nessa vila.  - E caminhando pelo círculo de massas, sem cerimônias ou medo, se aproximou de Enryuu: - Os Salamandra possuem os melhores artistas marciais que existem por aqui e competem de igual para igual com qualquer estilo dos países maiores. São guerreiros poderosos que certamente seriam uma adição inestimável para qualquer exército.  - Seguindo a rota, foi em direção aos Hebi, parando próximo de seu líder: - Os Hebi conhecem as artes ninja e o uso de venenos a níveis que mesmo eu não conseguiria compreender. Como todos os outros, se transformaram numa potência dentro desse território através do esforço e do trabalho.  - E por fim, finalmente, se moveu até o líder dos Abutres. Yagura o encarou por longos segundos, de frente, até estendeu a mão afim de apontar na direção do homem: - Talvez a mente estratégica mais brilhante que já conheci. Os Abutres tem intelecto suficiente, em conjunto, para levarem uma nação nas costas. Independente das diferenças que existam entre quaisquer uma das facções aqui presentes, eu te digo uma coisa: nós sabemos nosso valor e o valor um dos outros, mesmo que não admitamos isso em público com muita frequência. Nós temos a habilidade e a competência requerida para erguer essa nação do chão quantas vezes forem necessárias. E voltando a sua posição original, continuou seu discurso conforme pôs o manto de seu clã de volta no corpo: - Você vem aqui, nos reúne, e com menos de três minutos de discurso acha que pode nos comprar. Você não procura amizade, você não procura respeito. Eu não posso tomar essa decisão pelo líder das demais famílias, mas te digo, Iwato-san ... Um shinobi nascido em Ame vale dez nascidos no seu país! Faremos uma contra-oferta, então: porque Iwa não se subsidia à Amegakure? Nós manteremos sua independência, é lógico. Você terá autonomia sobre seu território, contanto que siga as condições do acordo. - Seu tom de escárnio se desfez quando voltou a olhar para os compatriotas: - Não se deixem diminuir. Lembre-se quem são e de onde vieram, e do potencial que teríamos se nos uníssemos. Nós não somos cinco famílias aleatórias que dividem território num país, Iwato-san. Com ou sem uma liderança sólida, não se esqueça por um segundo sequer: nós somos a Vila Oculta da Chuva. Foi um prazer. -  E concluindo, retornou para junto de seu pessoal, trazendo sua esposa consigo. Agora era hora de ver até onde seu discurso havia inflamado o coração dos que estavam ali.

Via Yagura agindo impulsivamente novamente e o seguiu, assim como os seguranças do filho de papai da Vila da Pedra tinha seguranças, o nosso povo também tinha. Logo apareceu ao lado de Kazuha seguindo ela junto com Yagura. Quando ele a soltou, Amano ficou encarando aquilo como um ato de um cabeça dura, impulsivo, descuidado e o líder que precisávamos... Talvez não fosse de meu agrado, mas era um homem de valores que precisaria de ajuda para poder proteger os valores de Ame, e assim ficou ao lado de Kazuha até se sentiu quando ele falou que o clã dos anjos tinha os melhores médicos... Ficou se sentindo "Eu sou demais", então quando ele ironizou a proposta de Iwato, foi o fim. Literalmente ele era uma pessoa que merecia o seu respeito, então quando ele estava voltando deu um pequeno sorriso fechou os olhos, era o jeito de falar para o Yagura que ele tinha mandado bem, já que nunca iria fazer isso normalmente, sorris... TSC. Logo seguiu ao lado de Kazuha prestando atenção na reação do público.

Jin olhou espantado para a figura de Iwa que fazia sua presença ali. Eram raras as coisas capazes de surpreende-lo, visto que não se importava com praticamente nada. No entanto, estar perto de Yagura por tanto tempo e ouvi-lo constantemente sobre seus ideais faziam-no ter alguma ideia sobre a reação dele para com aquela proposta. De certa forma, Sawamura achou audácia do filho do Tsuchikage falar daquela maneira, e propondo algo como aquilo. Ainda que não se sentisse ofendido, sabia que outros poderiam se sentir. Olhando para o lado, ouviu de maneira tranquila o discurso do seu companheiro. Nada esboçou, nada disse. Embora não esperasse uma resposta tão civilizada, sabia que o líder dos Fuuma ia se comportar à altura de seu título. Bastava deixar com ele. Sawamura faria seu papel no campo de batalha, se a situação chegasse a esse ponto. Até lá, qualquer participação sua seria desnecessária. Assim pensava, ao menos, até perceber o quão delicada era aquela situação. Ainda que decidisse não intervir sempre, pelo menos em momentos fora de combate, Jin sabia que todo cuidado era pouco. Toda a ajuda era bem-vinda. Embora fosse o oposto de seu jeito, ele tentou ajudar, da maneira que podia... ou conseguia. - Isso aí! - Erguendo o punho, o ninja renegado gritou com força. Aquela era, provavelmente, a primeira vez que qualquer um ali o havia visto gritando.

Yagura não era líder dos Fuuma sem motivo: além da habilidade como ninja, possuía ideais fortes, inteligência e eloquência. Tudo isso fora mostrado naquele espaço de tempo, no qual as palavras do Fuuma começara a inflamar os corações e o nacionalismo dos presentes, sobretudo dos ninjas mercenários ou sem vinculação com qualquer clã. Os shinobis das Cobras, Salamandras e Abutres permanecerem calados, muito provavelmente por ficarem receosos de serem repreendidos por seus líderes casos e manifestassem a favor do discurso do comandante dos Fuuma. Entretanto, era possível notar, para quem tinha o olhar mais minucioso, que as expressões da vários ninjas se alteraram pelo discurso de Yagura, alguns tendo, inclusive, balançado positivamente a cabeça em uma ou outra ocasião da palestra, mesmo que mantendo o silêncio. Kazuha, com sua intuição e perspicácia femininas, notou que o clima era favorável e discursou em apoio ao marido. -- Você ofende a todos nós com essa oferta ridícula, Iwato-san. -- principiou, jogando os longos cabelos para trás logo antes de por a mão direita direita na cintura. -- Nós perdemos nosso maior líder na última guerra e ainda estamos no reorganizando, mas a força de cada shinobi de Ame é irrefutável, tal como a força de cada clã e cada líder. Se assim não fosse, não estaríamos aqui, de pé, como aqueles que venceram todas as diversidades da guerra e lutam para encontrar um ponto em comum. Falo em nome do clã dos Anjos. -- cruzou os braços, olhando fixamente para o filho do Tsuchikage. -- Não me importa que termos nos ofereça: nossa resposta é "não"! E que fique claro, Iwato-san. Se ainda não há um nascido de Ame que tenha nos unido, embora eu absolutamente acredite que Fuuma Yagura seja a pessoa destinada a esse feito, não vai ser um estrangeiro, que não conhece nosso sofrimento, que vai unir as cinco facções da Vila da Chuva!

As palavras de Kazuha endossou o discurso de Yagura, inflamando todos os ninjas desfiliados ao redor, que começaram a gritar em protesto, embora fosse incompreensível entender o cada um falava haja vista a confusão de vozes. Segundos depois, um dos ninjas das Salamandras também começou a gritar, sendo seguido por mais dois, e depois por mais quatro, e quando o sentimento parecia começar a se espalhar, Enryu levantou o braço direito, como um sinal de que todos do clã se mantivessem calados. Quando o líder dos Sanshōuo começou então a falar, as vozes demais começaram a se calar para que pudessem ouvi-lo. Sua fala jovem era abafada pelo respirador, mas ainda assim forte o suficiente para que todos escutassem. -- Não vou discutir sobre quem vai ou não ser o próximo líder absoluto de Ame. Contudo, não importa se será Fuuma Yagura, Kazuha, Kanzo, Sansara, você ou seu pai, o Tsuchikage. -- disse Enryu, dirigindo-se a Iwato. -- Os Sanshōuo não se curvarão a ninguém! Não sem que nosso sangue seja derramado antes! -- Somente a negativa de Enryu, talvez, já seria suficiente para frustar os planos de Iwa. Com três das cinco facções contra o acordo, as outras duas assinariam uma declaração tácita de guerra contra todo o restante da vila se decidissem ser a favor da aliança com Iwa.

As vozes de protesto voltaram a ecoar. Dessa vez, Anjos, Demônios do Vento, Salamandras e mercenários gritavam juntos, compondo a maioria da população shinobi da Chuva. Com tantas pessoas contra, os Abutre e as Cobras ficaram calados. Em todo aquele contexto, manifestar-se a favor da aliança seria burrice, e ambos os líderes, Kanzo e Sasara, sabiam disso. -- É uma pena que não consigam enxergar o quão vantajoso isso seria para a vila.. -- voltou a falar Iwato, mesmo quase abafado pelos gritos. -- Retornarei a Iwagakure então e levarei isso a meu pai. Só advirto que não haverá uma oferta generosa dessas novamente... E pior... Não achem que o Tsuchikage verá esta desfeita com bons olhos...

Puxou a senhora Kazuha pela a mão e chamou atenção de Yagura e de Jin que estavam por perto, normalmente só tiraria o seu clã dali, mas como o Yagura fez a chama de Ame se acender em Lie novamente, ela não deixaria que ele fosse pego nesta armadilha, resolveu avisa-los também  -- Tem algo estranho em baixo de nós, grande reserva de chakra se acumulando, sinto como se fosse explodir a qualquer momento, como uma bomba ou um jutsu, temos que sair daqui agora! --  Segurou a mão de Kazuha esperando as suas ordens para sair daquele lugar.

Os olhos do Fuuma migraram para baixo imediatamente, observando o chão. Agindo rápido, gritou imediatamente: - Nossa rastreadora indicou uma massa de chakra abaixo, se afastem! Jin, vamos atrás daquele merda! - O Fuuma pulou para o mais longe possível, tentando trazer sua esposa consigo. Não sabia o que estava para acontecer, mas tinha certeza que aquilo não poderia ser uma coincidência.

in olhou fixamente para Iwato, após este praticamente ameaçar a vila após terem recusado a oferta. "Provavelmente chegará o dia em que terei que enfrenta-lo. Duvido Yagura-san deixar por isso mesmo. Melhor eu memorizar o rosto dele." - Eis que Lie avisou-o sobre uma massa de chakra que envolvia o subsolo, que deu sequência a um novo pronunciamento por parte do líder dos Fuuma. Olhando de lado para Yagura, após sua ordem, acenou com a cabeça em tom de afirmação, enquanto adquiria um bom impulso nas pernas, passando a deslocar-se na direção do filho do Tsuchikage. Dada a situação em que se encontrava, não tinha tempo para ativar a sua armadura e locomover-se mais rápido. Assim, só lhe restava uma coisa: correr. Para longe da massa de chakra. Para perto de Iwato. Não importava, só precisava correr o mais rápido possível.

De início, os ninjas os Fuuma e os Anjos não entenderem bem a ordem, já que é difícil se proteger contra algo que não se vê. Ainda assim, seguiram da melhor forma possível, buscando se afastar do aglomerado de pessoas. A movimentação estranha, por óbvio, chamou a atenção dos demais shinobis e facções, que tentaram entender o que estava ocorrendo, sem êxito. Mas logo a resposta seria dada, e da pior forma possível. -- "O Tsuchikage não verá com bons olhos", você diz... E você acha que eu estou olhando com bons olhos esta afronta, seu rato de Iwa?! -- uma nova voz ecoou no lugar. Era forte, rouca e com um estranho sotaque que prolongava a letra "s" mais que o necessário, quase como um sibilo. O som assustou a todos, mas causou um efeito diferente nos membros dos Hebi: uma espécie de euforia. Isso foi ainda mais constatado quando a voz de Sasara foi ouvida pela primeira vez, num tom excitado e fogoso: -- Meu Rei!  -- E então, o mal previsto por Lie se iniciou. A estranha formação de chakra foi logo identificada pela moça como uma espécie de técnica de invocação, embora bem diferente do usual. Do solo, incontáveis serpentes surgiram, todas tom tamanho suficiente para engolir um homem inteiro. As cobras possuíam escamas acinzentadas, com tons variando entre mais claro ou mais escuro. Logo que surgira, começaram a morder todas pessoas indiscriminadamente, com exceção dos membros da facção Hebi. Não fosse um bastante, uma cobra ainda maior, gigante, surgiu sob a casa onde Iwato e os ninjas da Vila da Pedra estavam, quebrando quase que totalmente o teto da mesma. Quando o anfíbio abriu sua grande mandíbula, foi possível ver, além das enormes presas, todo o interior da boca, que possuía uma cor negra. A serpente foi certeiramente na direção de Iwato, pronto para engoli-lo por inteiro.

-- Iwato-sama! -- um dos ninjas mascarados gritou enquanto se jogava no corpo do filho do Tsuchikage, empurrando-o para protegê-lo do ataque da cobra gigante. Como resultado, foi abocanhado no lugar. Grotescamente, seu corpo não foi engolido por completo, talvez por capricho e crueldade daquele animal invocado. Somente metade foi feito, sendo todo o tronco arrancado da cintura para cima e engolido de uma só vez. As pernas foram deixadas, juntamente com as vísceras e o sangue que jorrava pelo corpo mutilado. -- Para os pobres de conhecimento e memória, deixo minha apresentação: sou Ju-long da Mambra Negra, Rei da Terra da Chuva. Decreto o reinício do Reinado de Amegakure no Sato. Como soberano, ordeno que aliem-se e subjulguem-se aos meus pares, a família Hebi. Aqueles que não o fizerem, conhecerão a Morte e a Fome! E quanto a vocês, ratos de Iwa, fica de logo avisado que o Reinado não se curvará: declaro guerra contra a Vila Oculta da Pedra pela sua insolência!

O cheiro de sangue começou a se espalhar, tal como gritos e caos. As facções se defendiam das mambas negras invocadas como podiam, mas rapidamente mais e mais ninjas eram mordidos ou engolidos pelas serpentes. Os mordidos rapidamente caíam ao chão, se contorcendo de dor. Segundos depois, conhecidas manchas negras começavam a surgir em suas peles: eram os sinais característicos da Doença da Fome, enfrentada poucas horas atrás por Yagura, Jin e Lie. Ficava claro ali que alguém era definitivamente responsável por tudo aquilo. Sua voz havia ecoado das sombras, trazendo morte e sangue para todos.

Os olhos de Yagura se arregalaram com a aparição daquele monstro bizarro. De imediato, como numa reação instintiva, tomou a frente de sua esposa e sacou sua espada, preparando-se para a batalha. Em contra-partida, contudo, deu uma ordem oposta: - RECUEM! - Seu maior dever era salvar os membros de seu clã e sua família. Não havia o que ser feito naquele momento sem antes reorganizar-se - talvez com a ajuda de outras facções, tudo aquilo ainda pudesse ser de alguma forma contornado. Havia uma fúria contida no coração do Fuuma, e contida apenas pelo fato de que, há não tanto tempo, descobriu que logo se responsabilizaria pela vida de uma criança.

-- Essa não, olhem em volta, não foi uma doença, alguém fez isso de proposito, ou seja... Todos os mortos são culpa de quem invocou essa cobras... --  Ficava muito irritada, não suportava alguém mexendo com a vida desse jeito, um ataque biológico é imperdoável  -- Yagura, temos que em algo de imediato --  Ficou ao lado de Kazuha pronta para fugir ou defender ela coma sua vida Todas essa pessoas infectadas... Eu acharei a cura disso, não é uma força da natureza, eu posso vencer esse jogo Não ligava para as vidas das pessoas, mas agora sabendo que era outra pessoa que havia feito isso, quem sabe poderia competir para vencer essa luta

Jin já estava indo de encontro a Iwato, mesmo após a aparição do estranho homem se auto-denominando rei. No entanto, a ordem de recuar de Yagura chegou aos seus ouvidos. De imediato, voltou para perto do grupo. Envolvendo-se com sua natural armadura de raios, adquiriu velocidade para ajudar-lhe a retirar o maior número de pessoas dali. Faria isso até que Yagura voltasse a falar, alterando o plano de ação.

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Episódio 04 | As Boas-vindas ao Salvador de Ame
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